quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Última Parada 174

E pra surpresa de quase ninguém, o filme de Bruno Barreto, "Última Parada 174", foi o escolhido para representar o Brasil na briga por uma vaga ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. A escolha parecia óbvia porque o diretor tem lobby, não só no cinema nacional, mas também em Hollywood (é casado com a atriz Amy Irving, ex de Spielberg e são todos amigos).


Como eu havia dito no outro post, não vi e não gosto do filme. Nunca vi nada do Bruno Barreto que não fosse medíocre, e, desconsiderando seus sucessos de mais de 20 anos atrás, é adepto de um cinema voltado para o "mercado", o que na verdade nada mais é do que uma tentativa risível de americanizar seus filmes ("Bossa Nova", "O Que é Isso, Companheiro?") ou realizar bobagens ditas populares, mas que ninguém vai ver porque são ruins mesmo ("Caixa 2", "O Casamento de Romeu e Julieta" - e olha que eu até ri nesse! mea culpa, mea culpa...).


Como disse o Rafael no comentário do post anterior, não há necessidade de fazer uma ficção com um fato que rendeu um dos grandes filmes nacionais da retomada, que é o "Ônibus 174", do José Padilha. E a coisa fica pior, quando leio no UOL o Barreto dizendo que seu filme é uma "história humana"... que medo.

3 comentários:

Kamila disse...

Quando escrevi, pela primeira vez, sobre "Última Parada 174", disse exatamente o que o Rafael falou no comentário. Não via necessidade de uma nova visita a uma história que foi tão bem explorada pelo José Padilha.

E concordo com você. O filme deve ter sido escolhido para nos representar porque Bruno Barreto tem reconhecimento internacional e este lobby que você citou.

Rafael Carvalho disse...

Sem falar que o filme só estreia oficialmente no mês de outubro o que o deixaria inapto para concorrer a essa vaga. Mas os produtores trataram de pôr o filme em cartaz durante uma semana numa única sala de cinema numa cidade do interior de São Paulo. Puro oportunismo.

Gustavo H.R. disse...

Vi o trailer no cinema e me pareceu bem emocionante e bem-feito, mas não ponho a mão no fogo por Barreto, justamente por ter visto antes só BOSSA NOVA, que não é nenhuma maravilha...