sábado, 19 de setembro de 2009

Emmy Awards

Sem a mínima vontade de escrever sobre o Emmy que será entregue amanhã, então nada muito elaborado. A não ser que algo muito estranho aconteça, Mad Men e 30 Rock já são os grandes vencedores. Hugh Laurie, Glenn Close, Alec Baldwin e Tina Fey são minhas apostas para atores principais, embora consigo ver todos eles perdendo o prêmio.


Quanto às minhas preferências, não saberia escolher entre Mad Men e Breaking Bad (as duas séries mais brilhantes da atualidade) e The Office foi de longe a mais consistente série de comédia do ano. Na categoria de Ator Drama, o pau é feio e qualquer um que não seja o mentalista, tá merecido. Mas acho que votaria no Byrne. Elisabeth Moss e Fey, minhas escolhas como atriz, e meu voto é sempre do Steve Carell. Mas não ficaria triste se Jim Parsons deixasse todo mundo boquiaberto e roubasse a estatueta do Baldwin - que, por sua vez, também é sempre ótimo.


Nas categorias de coadjuvante, espero que o Jon Cryer não estrague a festa do Neil Patrick Harris, que a Jane Krakovski roube o prêmio das meninas do Saturday Night Live e que a Diane Wiest vença sempre por In Treatment. Na mais difícil de todas, Ator Coadj. Drama, pode dar qualquer coisa, o que não significa que não dói no coração ver o Michael Emmerson perder mais uma vez - talvez para um dos meninos do Boston Legal. Eu só ficaria bem, se ele perdesse pro Aaron Paul, que foi esperto demais em mandar o "Peekaboo" para apreciação.


Mas essa gente do Emmy é estranha. Vamos ver que diabos vai dar.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Dica de Série: Sons of Anarchy



(texto originalmente escrito para o blog Comentários em Série - NÃO contêm spoilers)


Mais de 4 milhões de americanos estiveram com seus televisores ligados no canal FX para a estréia da segunda temporada de “Sons of Anarchy”, que ocorreu na semana passada. Números gigantes para um canal fechado, que exibia uma série sobre motoqueiros criminosos, tendo um impressionante aumento de 95% de audiência em relação ao piloto exibido há um ano.


Inédita na TV brasileira e a julgar pela ausência de comentários sobre a série em alguns dos mais famosos sites especializados do país, “Sons of Anarchy” ainda não pegou no Brasil, embora já exista o Box em DVD da sua Primeira Temporada, lançado mês passado.


Girando em torno de um grupo de motoqueiros que trabalham com contrabando de armas, a série estreou ano passado com muitas expectativas, já que é criação de Kurt Sutter, considerado um dos roteiristas mais criativos de “The Shield”. No entanto, o piloto não agradou quase ninguém e muitos desistiram da série, mesmo porque os episódios seguintes também não empolgavam.


De fato, não havia muito o que elogiar: um protagonista fraco (a escolha de Charlie Hunnam para o papel foi um desastre), histórias clichês envolvendo rivalidade entre gangues, polícia corrupta e a idéia de um clube de motoqueiros que defende sua pequena cidade ao mesmo tempo que esconde suas atividades escusas. Tudo parecia óbvio demais e sem força para sustentar a atenção.


Tudo começa a mudar lá pelo quinto ou sexto episódio, quando a série mostra a que veio, ainda que marcada mais pelas partes do que pelo todo. Boas idéias e uma dose generosa de violência e agressividade sem floreios vão tomando conta dos episódios, dando os tons de tragédia anunciada que logo fizeram os fãs notarem as referências a Shakespeare. Gemma, a personagem de Katey Sagal (a eterna Mrs. Bundy), por exemplo, é caracterizada como uma Lady MacBeth, que mostra suas garras já no piloto da série, deixando claro o que essa mulher é capaz de fazer para manutenção de sua família (e que envolve o próprio clube).


Sagal, na verdade, talvez seja a principal razão para se acompanhar “Sons of Anarchy” no início, seja pela força de sua atuação, pela escrita de sua personagem, mas também porque o elenco masculino é grande (sem espaço para muito desenvolvimento, além do protagonista) e as poucas personagens femininas são fracas. No episódio 6, “AK-51”, há uma sequencia envolvendo Sagal e um skate, que é um dos momentos mais fortes de toda a temporada, e que dá mostras da vitalidade da série, na execução da violência e de como esta violência está perfeitamente engendrada na realidade destes personagens. Traição e menopausa nunca foram combinações tão potentes como aqui.


A partir da metade da temporada, “Sons of Anarchy” começa a expandir seus horizontes e, apesar de insistir em clichês e tramas bobas (um stalker dos mais psicóticos, a leitura de um livro escrito pelo pai do protagonista), torna-se bem mais interessante, com a ajuda mais do que bem vinda da maravilhosa Ally Walker como uma agente federal disposta a acabar com o clube, e de Ryan Hurst, no papel de Opie, um membro que decidiu se afastar do clube e ter uma vida normal ao lado de esposa e filhos, após cumprir pena na prisão sem deletar os companheiros. Opie será o protagonista dos momentos mais intensos do final da temporada, um dos elementos que dará a tônica deste novo ano.


E ao contrário do início da primeira temporada, a estréia na semana passada mostrou que “Sons of Anarchy” já encontrou seu caminho e tem tudo para ser uma das séries mais eletrizantes do ano: o episódio “Albification” dá aula de como gerar expectativas para toda uma temporada, apresentando novos inimigos, as complicações e dramas internos prestes a explodir e, após uma morte violenta no meio do episódio, ainda tivemos um final barra pesada, que surpreende pela coragem e violência (após ver o episódio, o crítico Alan Sepinwall perguntou a Kurt Sutter “What the hell is wrong with you?”), brilhante pela sutil preparação desenvolvida ao longo do episódio. Ainda tenho alguns problemas com a série, que não me convenceu na resolução provisória de algumas questões, mas são momentos assim que fazem valer a pena.


Um season premiere intenso que os milhares de novos telespectadores que estavam acompanhando certamente vão querer ver o que está por vir. Porque aquele final parecia dizer “É isso que vocês vão ter nessa série, uma descida ao inferno na vida dessas pessoas. É pegar ou largar”. E é difícil largar.



Sons of Anarchy é exibida nos EUA pelo canal pago FX, toda terça-feira. A primeira temporada já está disponível em DVD no Brasil;


domingo, 13 de setembro de 2009

Isto é Mad Men

A arte da mise-en-scène.





terça-feira, 1 de setembro de 2009

Filmes vistos em Agosto

É uma coisa muito feia ter um blog só pra listar, todo dia 1º, os filmes que foram vistos no mês. Mas o tesão pra escrever foi embora com o retorno às aulas. Como se não bastasse, um PlayStation 3 concentrou toda a minha atenção em joguinhos infernais, vício que imagino passar com um ou dois meses após a aquisição desse aparelho do capeta.


Apenas 11 filmes vistos. A boa notícia é que não houve porcarias e três revisões para conhecer o fantástico mundo do blu-ray. Outros três filmes, vistos pela primeira vez, merecem uma revisão o quanto antes, podendo saltar do GRANDE para OBRA-PRIMA facilmente: o documentário "Serras da Desordem", por conta de uma complexidade na sua própria concepção de o que é de fato documentar algo; o ABSOLUTAMENTE desconcertante "O Intruso", de Claire Denis, cineasta elogiadíssima que eu não conhecia e que neste primeiro contato já me deixou sem saber o que sentir, como sentir e o que dizer de sua obra; e "Inimigos Públicos", mais um filmaço do Mann extremamente prejudicado pela péssima projeção da sala em que vi, mas desde já dono da mais bela sequência do ano, que é aquele básico plano/contraplano no cinema entre Depp e o filme do Clark Gable.


No mais, a lista do mês ficou assim:


As obras-primas

1. Onde os Fracos Não Tem Vez, de Joel e Ethan Coen (2007)
2. O Iluminado, de Stanley Kubrick (1980)


Os grandes

3. Inimigos Públicos, de Michael Mann (2009)
4. O Intruso, de Claire Denis (2004)
5. Serras da Desordem, de Andrea Tonacci (2006)
6. Keane, de Lodge Kerrigan (2004)
7. O Cavaleiro das Trevas, de Christopher Nolan (2008)
8. Eu Te Amo, Cara, de John Hamburg (2009)
9. Adventureland, de Greg Mottola (2009)


Os legais

10. Clean, Shaven, de Lodge Kerrigan (1993)
11. B13 - Ultimatum, de Patrick Alessandrin (2009)