É admirável que tenhamos aqui em Vitória da Conquista uma Mostra de cinema que permite a população ver alguns dos grandes filmes do ano, que normalmente ficam restritos ao circuito "de arte" de apenas algumas capitais do país.
A Mostra Cinema Conquista teve sua quinta edição na semana passada, com exibição de aclamados longas nacionais e internacionais, produções lançadas recentemente em dvd exibidos em praça pública, diversos curtas-metragens nacionais (muitos premiados em festivais ao redor do mundo) e oficinas e seminários sobre a produção audiovisual. Minha participação se limita às sessões dos longas, que pela primeira vez chegaram aqui com projeção digital, da RAIN. Por um lado, imagem e som superiores ao que estávamos acostumados (projetores aqui nunca foram boa coisa). Por outro, a RAIN corta as laterais das produções em 35mm, exibindo-os em formatos errados.
De modo geral, só posso louvar a iniciativa do projeto e agradecer pela oportunidade de ver certos filmes. Quanto à organização do evento e participação da população, é uma verdadeira lástima: as pessoas não prestigiam, as que estão lá são desrespeitosas, o espaço vira um circo, mais um evento onde o que interessa é aparecer, ser in. Houve sessões em que havia mais gente no saguão do Centro de Cultura do que dentro da sala de cinema. Ver o filme é só um detalhe.
Claro que não é o caso de todos que estão lá, mas é o que acontece quando a organização tem a "brilhante" ideia de encerrar as exibições dos filmes com shows de rock. O cinema é só uma parte do grandioso evento. Prova disso é o descaso com o próprio ato de ver um filme: do absurdo de ter fotógrafos profissionais tirando fotos COM FLASHES durante as sessões, à irritante e desnecessária narração das sinopses dos filmes antes do início das projeções. O cúmulo foi eu ter sido impedido de entrar na sala por um indivíduo, até que ele se certificasse que era permitido entrar com garrafa de água na mão (sim, tirar fotos durante o filme pode; comer e beber, não).
Mas chega de reclamações. Fiquei de elaborar um e-mail desaforado e direcionar a quem é de direito. O espaço aqui é para falar sobre os filmes vistos:
Simonal - Ninguém Sabe o Duro Que Dei, de Cláudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal
Assim como "O Equilibrista", "Simonal" se beneficia de ter em mãos uma história incrível, que precisava ser contada. Mas assim como o documentário americano vencedor do Oscar, este não é seu único mérito. Porque não basta uma história dessas: é preciso saber contá-la, que eventos narrar, quem deve contá-la, em que ordem, etc. Em todos estes aspectos, o filme é muito feliz. A começar pelos efeitos videográficos, que dão uma boa dinâmica às, já muito boas, entrevistas (de Chico Anysio, Nelson Motta, Ziraldo, etc) que se alternam com as sempre necessárias (para corroborar o que se diz) imagens de arquivo. É fácil acusar o filme de apenas fazer uma defesa apaixonada do seu "documentado", mas o arquivo é irresistível (porque Simonal era realmente grandioso) e sua segunda parte, com a decadência do cantor, mostra a que veio: resgatar uma história que se perdeu por uma série de motivos que foram se avolumando, que transformaram Simonal em um monstro a ser esquecido. Um dos momentos que torna o documentário especial é aquele em que um dos entrevistados faz brincadeira com a história do contador que Simonal supostamente teria mandado torturar ("Vai que ele mereceu, né?" seguido de risadas que banalizam o caso). O corte nos leva diretamente ao tal contador, que dará sua versão da história. Sem esse depoimento, o filme correria o risco de ser simplista. Felizmente não é, e é de se parabenizar à equipe pela seleção de entrevistados, há um bom número de falas e opiniões que só engrandecem a discussão sobre o que aconteceu, sem se preocupar em correr atrás dos fatos, demonizar ou glorificar o Simonal. Belo, apaixonado e divertido filme.Horas de Verão, de Olivier Assayas

Visto pela primeira vez na Mostra de SP do ano passado. Na ocasião, fiz um breve comentário aqui, dizendo isso:
"O filme abre com crianças brincando numa enorme casa de campo, para logo vermos que se trata de uma comemoração do aniversário de 75 anos de uma senhora, viúva, com três filhos e dona da obra de um grande pintor falecido, parente de seu marido. Muito belo, o francês "Horas de Verão" vai trabalhar sempre neste trânsito entre o novo e o velho, após a senhora morrer e seus filhos começarem fazer a repartição dos bens. Dois deles moram muito longe (a filha, nos EUA; um dos filhos, na China), então é inviável manter todas as obras de artes e a casa de campo que sempre pertenceu a família, para tristeza do filho mais velho, economista que mora em Paris e para quem sua mãe pede, logo no início do filme, para que a família mantenha todos estes pertences. A câmera de Assayas é de uma elegância incrível, planos que dão a idéia de movimento que se instaura na narrativa. O filme é sobre a preservação da memória, sobre a transmissão de valores, mas é também sobre mudança, transformação, e o grande mérito de Assayas é não se apegar a um pessimismo que não aceita a renovação, o novo. É um filme "pra cima", os conflitos não alcançam um nível neurótico de uma possível disfunção e crise da família, com um final que retoma o início, na idéia de que as coisas mudam, não importam se para pior ou melhor. Não é intenção de Assayas discutir isso. Ainda bem. "
O filme continua tão bom quanto da primeira vez. Me chama a atenção uma linda sequência já no fim com as adolescentes dançando. Em outro filme (me lembro agora de As Invasões Bárbaras), aquela casa sendo invadida por adolescentes seria motivo de tristeza, pessimismo, lamentação. Mas Assayas brinda à vida, há alegria e renovação naquela festa. É preciso ter contato físico, fazer dos objetos lembranças ligadas a uma experiência concreta, com o corpo. É assim que se transmite a memória. E não com a apreciação em um museu. "Horas de Verão" não foi muito apreciado pela plateia: vi várias pessoas abandonando a sessão e outras, ao final, dizendo como era chato e/ou lento. Parece que falta paciência em acompanhar histórias sem coisas extraordinárias acontecendo. Viva Syd Field!
A referência óbvia aqui são os filmes de Richard Linklater, Antes do Amanhecer e Antes do Pôr-do-Sol. Afinal, são dois jovens discutindo o relacionamento durante toda a projeção (e a parte em preto&branco, na cama, lembra os personagens de Ethan Hawke e Julie Delpy em Waking Life, também na cama). O problema é que Souza não deve ter entendido que o grande mérito dos filmes de Linklater é que o que cria identificação com o público é a construção cuidadosa de um relacionamento amoroso, e não apenas os diálogos espertinhos. Isso se faz com bons personagens, mas também com sensibilidade e, acho, maturidade - tanto de vida quanto técnica. Apenas o Fim se resume a um casal disparando referências da cultura pop e de suas vivências, meio ao estilo Domingos de Oliveira ou o que Selton Mello anda fazendo com alguns de seus personagens (no filme que ele dirigiu também). Ela é bela; Ele tem jeitão Woody Allen; mas fica nisso, porque ambos são mal construídos, só servem aos diálogos "ixpertos". Ela, por exemplo, adora Bergman e Godard, mas reclama que no curta-metragem dele "nada acontece, parece teatro"(!!); Ele diz que é clichê dizer que é clichê falar de amor e às vezes tenta falar da relação, mas às vezes é somente o cara que usa o humor pra não falar de seus sentimentos. Vai entender... Com personagens tão ruins, chega a ser tosco colocar uma sequência em que ele chora no banheiro e ela chora enquanto o espera - dá pra acreditar naquilo? E, ao final, a montagem ultra adocicada pra fechar com chave de ouro. É possível achar graça em alguns diálogos (sacanagem pesada com Itabuna!), o ator Gregório Duvivier é bom, mas o todo é tão artificial, que foi difícil aguentar até o fim.
A Festa da Menina Morta, de Matheus Nachtergaele

Este eu não revi. Mas como tinha comentado sobre ele aqui, quando o vi na Mostra de SP, reproduzo o que escrevi na época:
"Perto do final do filme, já estava decidido em marcar uma nota 2 na minha cédula de votação. Foi o que fiz, mas foi quando eu percebi que Nachtergaele estava ali sentado no chão vendo seu filme (único diretor que vi fazendo isso, os outros não ficavam para rever seus filmes), olhos arregalados e às vezes abrindo a boca, parecendo uma criança maravilhada, sem dúvida orgulhoso de seu próprio trabalho. Fiquei pensando no direito que temos em julgar o trabalho dos outros quando, ao menos neste caso, o cineasta fez o filme que lhe interessou fazer. Mas enfim, foi algo que veio e passou. Assim como Selton Mello, a estréia de Nachtergaele é promissora, revelando um talento que ainda parece não ter identidade própria, já que "A Festa da Menina Morta" grita a todo instante "Cláudio Assis!", como referência essencial para a obra. Assis, aliás, estava na mesma fileira que eu, e o vi bocejando e com cara amarrada, mas pode ser característica natural do rapaz. Quanto ao filme, é a história de um evento que ocorre num pequeno lugarejo no interior do Amazonas, que está indo para seu 20º aniversário: é a festa da menina morta, comemoração que relembra uma menina que morreu, mas que ao longo destes anos faz aparições para Santinho (Daniel de Oliveira, espetacular), médium do local que fica responsável por transmitir as palavras da Menina Morta. O filme é sobre Santinho, seu pai alcoolátra, o irmão da menina morta que passa a duvidar das supostas aparições da irmã, e mais alguns habitantes do local. Nachtergaele cria planos seqüências lindos para captar o cotidiano daquelas pessoas, que infelizmente parecem estar num palco, diálogos muitas vezes destoando das possíveis pretensões de se filmar gente de verdade em algum lugar desconhecido do Brasil. A beleza da técnica serve apenas para enfatizar o olhar exótico do diretor para seus personagens. Prova disso é que uma das melhores seqüências do filme nada tem a ver com a trama: durante a Festa da Menina Morta, a câmera se desloca para acompanhar quatro rapazes dançando. É quando o filme respira, no meio de tanta afetação, para se aproximar de verdade da vida daquelas pessoas. Pena que isso ocorre tão pouco."
Se Nada Mais Der Certo, de José Eduardo Belmonte

Outro também visto em SP, e também não revi. Mas desta vez porque não pude, afinal o filme de Belmonte foi uma das grandes surpresas que tive na ocasião. Segue o que escrevi aqui na época:
"Fui ver esse nacional sem saber do que se tratava e se eu soubesse que era protagonizado por Cauã Reymond, novo "galã" da Globo, eu teria passado longe. Mas que sorte eu não ter visto isso antes! Inacreditável dizer isso, mas Reymond está muito bem em um filme maravilhoso, certamente o filme nacional do ano. É a história de gente fudida: Reymond interpreta jornalista que vive de bicos, quase sempre sem ser pago, com milhares de contas a pagar, cuida de uma mulher bulímica e seu filho pequeno, além de viver com a empregada, que não recebe salário há quatro meses e só continua com ele porque pelo menos lá ela tem um teto. Ele vai conhecer Macim, personagem absolutamente fascinante de Caroline Abras, que vive como um homem, e trafica pequenas quantidades de drogas. Juntam-se a eles um motorista de Taxi (vivido pelo onipresente João Miguel), sempre carregando uma arma e que anda tendo "pensamentos estranhos", e logo, quando nada mais der certo, o jeito é passar para o outro lado da lei. O filme impressiona o tempo todo, Belmonte foge de todos os estereótipos possíveis e faz uma crônica do brasileiro médio que cada vez mais perde as esperanças de ter um lugar ao sol nesta nossa sociedade tão maravilhosa. Os personagens não são meras vítimas, a crueldade dos acontecimentos não trazem um cinismo e pessimismo típico de um "Cronicamente Inviável", a direção é constantemente inventiva, a trilha sonora é usada com brilhantismo (um assalto ao som de Saltimbancos certamente ficará para a história), a criança não está lá para ser engraçadinha (sua busca pela última figurinha do álbum do campeonato brasileiro, um jogador que desafiou os cartolas do futebol, é a grande metáfora do filme) e até a narração em off do Cauã Reymond é muito boa. Pasmém! Foi meu choque da Mostra."
Aquele Querido Mês de Agosto, de Miguel Gomes

Mais uma revisão. Na época, escrevi isso:
"Dificilmente teremos algo mais original e inventivo nesta Mostra. É um documentário, e é uma ficção. E não é nem uma coisa, nem outra. Filme surpreendentemente engraçado, se passa na região de Arganil, em Portugal, e capta as festividades do local no mês de agosto, além do cotidiano dos moradores. Só que isso não é feito de maneira comum, a metalinguagem está presente no filme todo, que é dividido em duas partes: a primeira, em estilo documentário; a segunda, aparentemente uma ficção, mas que discute o tempo todo a sua própria realização. Pontuado sempre por ótimas canções portuguesas, o filme é riquíssimo na sua aproximação do local, ao mesmo tempo que se fala do prazer de fazer cinema. É um filme em que vemos diretor e técnico do som conversando, tendo divergências. É também filme complexo que merece uma revisão, pois elementos da ficção acabam fazendo referência a outros da parte "documentário". Tenho certeza que não peguei nem metade das sutilezas da obra numa única sessão. Infelizmente não dá pra encaixá-lo novamente na programação sem sacrificar dois filmes no processo. Mas é o mais recomendado da Mostra, pela sua originalidade."
Rever o filme após um ano foi quase como se estivesse vendo pela primeira vez. Quase tudo do "documentário" está presente na "ficção" e é um exercício gostoso ficar atento a esse impecável trabalho de roteiro e edição. Mas mais que isso, a forma como Gomes nos aproxima de uma cultura, de um povo, é apaixonante. O cara discute e mostra os procedimentos de se fazer cinema (há longas sequencias na primeira parte que parece preparação para como realizar certas cenas da segunda parte), ao mesmo tempo que documenta figuras e modos de viver interessantes. O marido que "bloqueia" a imagem da esposa no plano; os inúmeros acidentes de Paulo "Moleiro"; as pessoas que invadem uma casa com muita música na parte ficcional (e sabemos o porquê graças à parte documental); o choro/riso da atriz/personagem que sintetiza muitas ideias do filme; e, claro, o uso do som e belas e engraçadas canções que causam estranhamento por estarem deslocados dos igualmente belos planos (que leva a fantástica discussão final). Um filme anormal, sem dúvida. Surpreende a todo momento (eu ria muito, como se nunca tivesse visto o filme) e encanta.
Há ainda aquela absurda fusão, em que os atores que farão o par romântico na parte ficcional se conhecem. A fusão é com um plano sequência exibido antes e que voltará a um momento essencial da ficção. Aliado a música, é lindo demais. O melhor comentário sobre essa cena foi feito pelo crítico Ronaldo Passarinho. Segundo ele, Ozu não usava fusão em seus filmes porque considerava que Chaplin já havia esgotado a técnica em "Casamento ou Luxo", de 1923. E que se isso fosse verdade, "Aquele Querido Mês de Agosto" trazia o melhor uso de fusão desde 23. Talvez não seja exagero.
A Teta Assustada, de Claudia Llosa

Filme peruano que venceu o Festival de Berlim deste ano me deu a impressão que seria uma obra-prima, tamanha a força de sua sequencia de abertura. Mas vai caindo de qualidade, embora não perca o interesse. É um filme político sem o ser (o que sempre é bom), trabalhando muito na metáfora e no simbolismo, ao contar a história de violência que passa de mãe para filha. Esta usa uma batata na vagina, para evitar ser estuprada, o que quase gera um humor involuntário: primeiro, porque ao contrário de uma estética popularizada pelos irmãos Dardenne, de câmera na nuca do protagonista, Llosa filma de frente sua protagonista, que está sempre com cara de dor, de coitada, de tristeza, com biquinho (e pensar no que ela tem no meio das pernas, entende-se porquê); segundo, porque a batata cria raízes e quando são cortadas, os planos pra mostrar isso são grosseiros. É interessante como estão sempre incluídos na trama as diversas crendices da região (como a que dá título ao filme) e a vontade de filmar a alegria desse povo. Mas há um tom solene demais, com explicações demais, que elimina toda a poesia e realismo fantástico que se anunciou na abertura. Pior a incongruência de roteiro, quando a jovem (que morre de medo de andar sozinha) é largada à noite, no meio da rua, e seu medo é simplesmente deixado de lado. Vale a pena ser visto, mas não esperem muito.
Loki: Arnaldo Batista, de Paulo Henrique Fontenelle

Loki faz par perfeito com Simonal, dois documentários que buscam fazer justiça a dois gênios que a história mostrou ingratidão. A diferença é que Fontenelle faz uma defesa apaixonada, mas sem criatividade, de seu gênio. De estrutura convencional e com entrevistados que se limitam a dizer o quanto Arnaldo Batista é genial, o filme mais parece um "Arquivo Confidencial" estendido. Não há sequer coerência nas entrevistas: se num momento, todos falam como Arnaldo era TUDO nos Mutantes (ele era o cara mais engraçado, o cara mais sério, o líder, o autor de tudo, blablabla), em outro, sobre a saída de Rita Lee da banda, todos já estão falando que os três membros eram importantes e que aquilo não funcionaria sem um deles. A coisa é repetitiva e irritante, com poucos comentários inteligentes. Quando se fala do disco que dá nome ao filme, por exemplo, todos só repetem a mesma coisa, que Loki é um dos maiores discos da música brasileira. Não há argumentação (pouca de um deles, a bem da verdade), não há trabalho audiovisual com as canções, nada. O filme espera conquistar o público apenas com a babação de ovo de "autoridades musicais". Enquanto via o filme, fiquei irritado também com a ausência de Rita Lee, figura essencial que deveria ser ouvida. Depois, descobri que ela se recusou a participar. Com essa informação, acho até que Fontenelle se saiu bem na forma como trata a cantora, mas na sequencia em que se discute a saída dela da banda, foi apenas um disse-me-disse dos que estavam em volta, enquanto Arnaldo fugiu do assunto de maneira sutil (cá pra nós, pra ela se recusar até hoje a falar sobre o assunto, algo muito grave aconteceu). E como se não bastasse a exaltação completa que se seguia cena após cena, ainda foram buscar confirmação em vozes de importância internacional que só fizeram comparações dos Mutantes aos Beatles (e, claro, os Mutantes eram melhores que os Beatles). O cúmulo foi uma sequencia constrangedora com fã inglês esbarrando "casualmente" em Arnaldo nas ruas de Londres e dizendo o quanto o admirava. Loki traz suas melhores imagens no final, todas de arquivo, com o retorno triunfal da banda (sem Rita), e a ênfase de que seu "documentado" pode muito mais. É bonito, mas é muito pouco. Para um filme, não me interessa que seja um gênio a pessoa de quem se fala (e não se duvida que Arnaldo Batista seja). Mas o que se fala e como se fala deve ser, no mínimo, inteligente. E Loki não é.

1 comentários:
Bem, como tava trabalhando na assessoria de imprensa da Mostra, não cheguei a escrever sobre nenhum dos filmes que eu vi, e foi até uma quantidade boa, pensei que seriam menos.
Sobre as reclamações em relação aos contratempos durante a Mostra, houveram, sim, alguns problemas. E a gente não tem culpa se muitas pessoas simplesmente não se interessam por Cinema. O evento é uma tentativa de dar ao público acesso a essas produções e também às discussões sobre cinema e audiovisual. Se não parte das próprias pessoas aproveitarem, isso, é algo difícil de mudar.
Não acredito que os shows musicais tenham atrapalhado ou tenham sido a causa de muitas pessoas terem ficado do lado de fora. As apresentações aconteciam depois de terminado o filme, e quem não queria assistir já não ia fazer isso mesmo sem os shows.
De qualquer forma, as reclamações precisam ser ouvidas mesmo e sugestões são sempre bem-vindas.
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